[Resenha] Ligeiramente Perigosos

Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh
Série Os Bedwyns - Livro 06
Sinopse - Editora Arqueiro - 2017 - 304 páginas



O romance de época “Ligeiramente Perigosos”, de Mary Balogh, é o sexto e último livro da Série Os Bedwyns. Os protagonistas dessa história são Christine DerrickWulfric Bedwyn, um casal que prova que às vezes os opostos se atraem, se completam, se misturam e se transformam, rendendo uma divertida e romântica história de amor.

Christine Derrick é a filha mais jovem de um cavalheiro de poucas posses, que conseguiu realizar um bom casamento na juventude, desposando o irmão de um visconde. Mas aos vinte e nove anos - e viúva há dois -, prefere manter distância da aristocracia, vivendo no campo com sua mãe e irmã, se ocupando em ajudar idosos e pessoas enfermas, lecionando, brincando e distraindo as crianças do vilarejo. A única amizade que cultiva dos tempos de casada é com Melanie, a esposa do barão de Renable, que possui uma propriedade próxima da vila. Quando lady Renable pede à Christine que participe das festividades em Schofield Park ela resiste, mas não consegue negar ao apelo da amiga, que precisa desesperadamente equilibrar a quantidade de damas e cavalheiros presentes no evento.

Wulfric Bedwyn, o duque de Bewcastle, é o provedor da família desde a morte do pai, ocorrida quando ele tinha dezessete anos de idade. A partir dali, Wulfric se empenhou em educar os cinco irmãos mais novos e desempenhar seu papel aristocrático o mais corretamente possível. Toda essa responsabilidade o transformou numa pessoa discreta e fechada, rendendo-lhe a fama de homem frio e arrogante. Aos trinta e cinco anos, tendo visto seus irmãos se casarem, terem filhos e tocarem suas vidas, Wulfric percebe sua casa em Londes mais vazia do que nunca e, num inadmissível momento de solidão, aceita o convite do visconde de Mowbury para uma temporada festiva em Schofield Park, o tipo de “programa” que ele jamais cogitaria em circunstâncias normais.

Em Schofield Park, Wulfric conhece Christine e os dois convivem por duas semanas. Normalmente, Christine é uma pessoa dócil e sociável, mas por algum motivo implica à primeira vista com Wulfric e, seja por sua presença fria e esnobe, ou pelas sensações que o duque suscita nela, sua reação a ele é sempre de provocá-lo e desafiá-lo.

“Ela antipatizava intensamente com o duque de Bewcastle. Mais do que isso, sentia imenso desprezo por ele e por tudo o que ele representava. Também sentia um pouco – muito pouco – medo dele, embora preferisse ser torturada a admitir aquilo para qualquer outro mortal. Ainda assim, Christine não conseguia evitar imaginar como seria ir para a cama com ele e, às vezes, ia além de imaginar.”

Wulfric não entende como Christine pode lhe parecer tão bela e fascinante, mesmo carecendo de todas as qualidades que normalmente presa em uma dama. Christine, por sua vez, não admite dar vazão à atração que sente por um homem que a olha de nariz em pé e sobrancelha erguida a todo instante. Mas apesar das diferenças entre si, com o passar dos dias Wulfric e Christine se flagram desejando estar cada vez mais na presença um do outro.

“A Sra. Derrick não sabia se comportar, concluiu Wulfric ao longo dos dias seguintes. (...) Wulfric descobriu que não conseguia parar de olhá-la. Ela era o tipo de mulher que parecia um tanto serena em repouso, mas que era de um encanto extraordinário quando animada. E a animação parecia um estado natural da Sra. Derrick.”

Em alguns momentos, as atitudes do casal me fizeram lembrar de “Orgulho e Preconceito”, outra história que eu amo de paixão: a forma como Wulfrix e Christine criam imagens pré-concebidas um do outro, a maneira como Wulfric se atrapalha com seus sentimentos e acaba propondo a coisa errada de maneira repentina, ou a coisa certa de maneira errada... Encontros e desencontros, e uma saudade que insiste em latejar nos períodos de separação, que leva as pessoas a transpor inúmeras barreiras em nome do amor.

Desde que comecei a ler essa série, Ligeiramente Perigosos era o volume que eu mais ansiava ter em mãos. Eu sentia que a história de Wulfric seria fascinante, porque nos livros anteriores ele sempre aparecia em momentos determinantes e ajudava os seus irmãos quando esses passavam por dificuldades, mas apesar do amor implícito em seus atos, existia uma certa distância entre Wulfric e a família, e uma distância exponencialmente maior entre o duque e o restante da humanidade. Eu queria ver o que havia por trás de sua máscara e Christine me permitiu isso, pois ela foi como o sol, derretendo cada milímetro do gelo que havia se formado em volta do coração, corpo e mente de Wulfric. Ela foi uma protagonista incrível, cheia de vida, alegria e personalidade, capaz de rir de si mesma e até de Wulfric, que diria rsrsrs...

Para completar minha felicidade, a família Bedwyn inteirinha marcou presença na segunda parte do livro, fechando a série com muito amor. Extremamente romântica, essa história arrematou meu coração e entrou para o grupo das minhas favoritas. Recomendo passionalmente!

Série Os Bedwyns


1 - Ligeiramente Casados (2014) - Aidan Bedwyn e Eve Morris
2 - Ligeiramente Maliciosos (2015) - Rannulf Bedwyn e Judith Law
3 - Ligeiramente Escandalosos (2015) - Freyja Bedwyn e Joshua Moore
4 - Ligeiramente Seduzidos (2016) - Morgan Bedwyn e Gervase Ashford
5 - Ligeiramente Pecaminosos (2016) - Alleyne Bedwyn e Rachel York
6 - Ligeiramente Perigosos (2017) - Wulfric Bedwyn e Christine Derrick

Prequels
1. One Night for Love - Neville Wyatt e Lily Doyle
2. A Summer to Remember - Lauren Edgeworth e Kit Butler (ligação c/ a Freyja)


Essa leitura foi uma cortesia da Editora Arqueiro.
Aguardamos seus comentários! Beijos...

[Resenha] O espírito da ficção científica

O espírito da ficção científica - Roberto Bolaño

O espírito da ficção científica - Roberto Bolaño
Sinopse - Companhia da Letras - 2017 - 184 páginas


Uma experiência exótica como caminhar num labirinto de espelhos. A sensação que nos causa “O espírito da ficção científica” é de enveredar-se por mundos paralelos que entrelaçam-se ao mesmo tempo que se distendem, o encontro com o si mesmo que reflete Jan em Remo, e ambos no mais jovem autor premiado. O reflexo do reflexo.

Mesmo que digam por aí que “O espírito da ficção científica” não é o melhor livro de introdução à escrita de Roberto Bolaño, após a leitura tenho que discordar, eis uma excelente porta de entrada ao Universo deste autor fantástico, um esboço de ao menos duas obras que encontram-se entre as 25 mais cultuadas da literatura contemporânea Latino Americana.

Esse pequeno livro trata de um tempo de sonho, amizade, paixões fulminantes, idealismo, rebeldia, noites de euforia desmedida e amanheceres perfeitos. Poesia, boemia, humor e prazer, o mergulho no mundo dos poetas sob noites de luar na irreverente aura do México dos anos 70, “o centro do mundo...”.

Dois jovens escritores chilenos dividem um sótão na cidade do México, enquanto Jan passa seus dias lendo ficção científica e escrevendo cartas para seus autores favoritos, Remo divide seu tempo entre a escrita poética e a busca pela origem da proliferação desenfreada de misteriosas revistas de poesia com o carismático José Arco, seu guia mágico para todas as aventuras que a noite oferece:

“Então ele era o rei dos sapos e eu o embaixador dos ratos, e nossa amizade e nossos negócios iam de vento em popa… Às vezes chegava tarde, às três ou as quatro da manhã e nos acordava com um grito cumpridíssimo, como de um lobo... ”

Ao mesmo tempo um jovem autor premiado dá uma entrevista sobre sua obra à uma jornalista cada vez mais bêbada, em uma festa alucinante que atravessa uma noite infinita:

“Tenho a impressão que o único sóbrio nesta bacanal da República das Letras sou eu. Você, querida informadora, exagerou um pouco na vodka. É evidente que não estou aqui pelos meus magníficos versos”.

Enquanto Jan escreve suas cartas, sonha e observa amanheceres cada vez mais perfeitos, Remo se apaixona por Laura, seu primeiro amor:

“Os olhos de Laura brilhavam como a flor de Irapuato. Eu me senti perdido e feliz no meio daquela escada. A própria escada, que antes não significava nada de especial, se transformou numa coisa extraordinária, metade serpente, metade despenhadeiro.”

As referências de autores de ficção científica pupulam nas cartas de Jan: Ursula K. Le Guin, Fritz Leiber, Ray Bradbury, Philip K. Dick [meus favoritos], entre outros, e no decorrer outras referências entremeiam diálogos, como Castañeda, Proust...

“Se eu pudesse me comunicar com os mortos escreveria a Philip K. Dick.”

E o que dizer do relato do sacerdote Sabino Gutiérrez sobre os fatos que ocorreram na aldeia de Kindu [África] como pista para o mistério das publicações e pano de fundo para a situação sócio-política mexicana? E ainda sobre as considerações de Reno à Ireneo Carvajal sobre os jogos de mesa de guerra, quando combinados a obra do jovem autor premiado? Genial!

“Miniaturistas sempre me pareceram vassalos do demônio. A vida toda acreditei que a Maldade, antes de estrear, ensaia suas piruetas em escala reduzida.”

Enfim tudo está ligado, personagens surgem, interligam-se, nos envolvem em histórias dentro de histórias, numa trama labiríntica, mágica, profunda e passional.

 “... noite gatesca de sete vidas e com botas de vinte léguas...”

Extraordinário! Cult... Perfeito.

Essa leitura foi uma cortesia da Companhia das Letras.
Aguardamos seus comentários! By.:.

[Resenha] O Terceiro Testamento

O Terceiro Testamento - Christopher Galt

O Terceiro Testamento - Christopher Galt
Sinopse - Editora: Pensamento - 2017 - 416 páginas


Um enigma alucinante! Sob o inquietante título “O Terceiro Testamento”, acompanhamos a jornada do psiquiatra e neurocientista John Macbeth em busca da verdade. Qual seria a causa pela qual pessoas em diversas partes do mundo estão cometendo suicídios coletivos? O que estaria gerando alucinações coletivas paralisantes, transformando cidades num absoluto caos? Arrebatamento ou bioterrorismo? Quem é John Astor?

“Tudo começou com o olhar perdido.”

Sob o pseudônimo Christopher Galt, o prestigiado autor de thrillers policiais Craig Russell nos traz com mérito uma obra de ficção científica enigmática, contundente e de tirar o fôlego frente os progressos da tecnologia na atualidade, nos levando a questionar por toda leitura: será esse o futuro da humanidade?

“- Estamos nos tornando. Estamos nos tornando.”

Física quântica, inteligência artificial, neurociência são abordados de modo peculiar, assim o leitor vai aos poucos se inteirando do assunto, para montar as peças do quebra-cabeça proposto pelo autor e sair do labirinto que ele criou. Portanto será lado a lado com John Macbeth que a verdade velada sob um misterioso arquivo será revelada. Ou seja, a saída.

“Quer você tenha se devotado à busca da verdade em nome de Deus ou da Ciência, o perigo sempre foi a possibilidade de encontrá-la. Sinto muito, muito mesmo. Você a encontrou. Encontrou a verdade que esperava para ser descoberta.”

A trama divide-se em três partes, acompanhando os fenômenos que ocorrem em Boston, França, Virgínia, Maryland, Vermont, Copenhague, Alemanha, China, Nova York, Israel e Oxford; envolve cientistas, agentes do FBI e pessoas comuns em acontecimentos surreais que beiram a insanidade.

“Era como se alguém houvesse estendido uma realidade sobre outra...”

Apesar dos inúmeros personagens, todos carismáticos, frente à potência dos acontecimentos a que são expostos, John e Casey roubam a cena [os irmãos Macbeth] e juntos tentam decifrar o enigma que envolve física quântica, inteligência artificial, “déjà-vu” e alucinações.

“Cada mente é um universo em si mesmo, um cosmo independente de infinita complexidade, de infinita singularidade.”

Enfim uma obra surpreendente, envolvente, inteligente e com um final genial, que apesar de fechado abre margem para uma bem vinda sequência.

Excelente leitura.

Essa leitura foi uma cortesia do Grupo Pensamento.
Aguardamos seus comentários! By.:.

Vitrine Grupo Companhia das Letras * Maio

Olá Amigos Passionais!!!
Confiram os lançamentos do Grupo Companhia das Letras:

A melodia feroz (Monstros da Violência, vol. 1), de Victoria Schwab
A melodia feroz (Monstros da Violência, vol. 1), de Victoria Schwab - Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical.
Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver. EDITORA SEGUINTE

Crueldade (Crueldade, vol. 1), de Scott Bergstrom
Crueldade (Crueldade, vol. 1), de Scott Bergstrom - O mundo de Gwendolyn Bloom vira de cabeça para baixo quando seu pai desaparece durante uma viagem de trabalho. Ela logo descobre que ele não é o homem que, por dezessete anos, achou que fosse - e essa é só a primeira de muitas revelações que Gwendolyn terá pela frente. Sem poder contar com a ajuda de mais ninguém para encontrá-lo, a garota parte em uma jornada tão perigosa quanto alucinante, seguindo os rastros do pai pela Europa. Porém, para se infiltrar - e sobreviver - em um novo mundo cheio de maldade e perversão, ela precisará deixar toda a sua vida para trás, assumir uma nova identidade e se tornar alguém tão cruel quanto seus piores inimigos. EDITORA SEGUINTE

Nossas noites, de Kent Haruf -
Nossas noites, de Kent Haruf - Um romance delicado sobre amar, envelhecer e aproveitar as segundas chances que a vida nos oferece - mesmo quando parece ser tarde demais. Em Holt, no Colorado, Addie Moore faz uma visita inesperada a seu vizinho, Louis Waters. Viúvos e septuagenários, os dois lidam diariamente com noites solitárias em suas grandes casas vazias. Addie propõe a Louis que ele passe a fazer companhia a ela ao cair da tarde para ter alguém com quem conversar antes de dormir. Embora surpreso com a iniciativa, ele aceita o convite. Os vizinhos, no entanto, estranham a movimentação da rua, e não demoram a surgir boatos maldosos pela cidade. Aos poucos, os dois percebem que manter essa relação peculiar talvez não seja tão simples quanto parecia. Neste aclamado romance, Kent Haruf retrata com ternura e delicadeza o envelhecimento, as segundas chances e a emoção de redescobrir os pequenos prazeres da vida - que pode surpreender e ganhar um novo sentido mesmo quando parece ser tarde demais. COMPANHIA DAS LETRAS

Prisioneiras, de Drauzio Varella
Prisioneiras, de Drauzio Varella - O trabalho de Drauzio Varella como médico voluntário em penitenciárias começou em 1989, na extinta Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Os anos de clínica e as histórias dos presos, dos funcionários e da própria cadeia seriam retratados nos aclamados livros Estação Carandiru (1999) e Carcereiros (2012). Em 2017, Drauzio encerra sua trilogia literária sobre o sistema carcerário brasileiro com Prisioneiras. Alçando as mulheres encarceradas a protagonistas, o médico rememora os últimos onze anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, que abriga mais de duas mil detentas. São histórias de mulheres que não raro entram para o crime por conta de seus parceiros - inclusive tentando levar drogas aos companheiros nas penitenciárias masculinas em dias de visita -, mas que são esquecidas quando estão atrás das grades. As famílias conseguem tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. No ambiente carcerário feminino, há elementos comuns às penitenciárias masculinas. Assim como no Carandiru, um código de leis não escrito rege as prisioneiras; o Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente e mostra sua força através das mulheres que integram a facção; e a relação entre aquelas que habitam as cadeias não é menos complexa. As casas de detenção femininas, no entanto, guardam suas particularidades - diferenças às quais o médico paulistano dedica atenção especial em sua narrativa. Desde a dinâmica dos atendimentos e a escassez de visitas até os relacionamentos entre as presas, fica nítido que a realidade das prisões escapa ao imaginário de quem vive fora delas. Prisioneiras é um relato franco, sem julgamentos morais, que não perde o senso crítico em relação às mazelas da sociedade brasileira. COMPANHIA DAS LETRAS


A conquista (Amores improváveis, vol. 4), de Elle Kennedy
A conquista (Amores improváveis, vol. 4), de Elle Kennedy - De todos os jogadores de hóquei da Universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha com uma vida tranquila: esposa, filhos e, quem sabe, um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil. Um acontecimento inesperado vai colocar a vida desses jovens de cabeça para baixo. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas - e que o amor é a maior conquista de todas. EDITORA PARALELA


A sombra do vento (O Cemitério dos Livros Esquecidos, vol. 1), de Carlos Ruiz Zafón
A sombra do vento (O Cemitério dos Livros Esquecidos, vol. 1), de Carlos Ruiz Zafón - Nova edição do aclamado livro de Carlos Ruiz Zafón. Barcelona, 1945. Daniel Sempre acorda na noite de seu aniversário de onze anos e percebe que já não se lembra do rosto da falecida mãe. Para consolá-lo, o pai leva o menino pela primeira vez ao Cemitério dos Livros Esquecidos. É lá que Daniel descobre A sombra do vento, romance escrito por Julián Carax, que logo se torna seu autor favorito, sua obsessão. No entanto, quando começa a buscar outras obras do escritor, Daniel descobre que alguém anda destruindo sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que Carax já publicou, e que o que tem nas mãos pode muito bem ser o último volume sobrevivente. Junto com seu amigo Fermín, Daniel percorre a cidade, adentrando as ruelas e os segredos mais obscuros de Barcelona. Anos se passam e sua investigação inocente se transforma em uma trama de mistério, magia, loucura e assassinato. E o destino de seu autor favorito de repente parece intimamente conectado ao dele. SUMA DE LETRAS

A zona morta, de Stephen King
A zona morta, de Stephen King - Misturando suspense, terror sobrenatural e elementos de ficção científica, a trama vai manter o leitor virando as páginas compulsivamente até o fim. Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. Junto com a consciência, o que John traz do limbo onde esteve são poderes inexplicáveis. O passado, o presente, o futuro - nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que são uma maldição. Basta um toque e ele vê mais sobre as pessoas do que jamais desejou. Ele não pediu por isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo? SUMA DE LETRAS

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[Resenha] À Procura do Par Perfeito

À Procura do Par Perfeito - Jennifer Probst

À Procura do Par Perfeito - Jennifer Probst
Série À Procura - Livro 02
Sinopse - Editora Paralela - 2017 - 272 páginas


Olá, leitores passionais! Eu sou Suelen Mattos, do blog Romantic Girl, e hoje vou falar da continuação de À Procura de Alguém. Se o primeiro livro da série havia me conquistado, sua continuação me arrebatou.

Em À Procura Do Par Perfeito conhecemos Nate Dunkle, um homem que queria se casar. Ele tinha um bom emprego, era um bom rapaz e lia livros e revistas femininas para saber do que as mulheres gostavam. Tinha tudo para conquistar qualquer mulher. Ou, pelo menos, era o que ele acreditava. Mas apesar de seus esforços e boas intenções, Nate era uma negação quando se tratava de manter uma conversa com uma mulher. E a péssima primeira impressão que passava devido a sua sinceridade sem filtro ou suavizações acabava por afugentar todas as candidatas a senhora Dunkle. Somente uma não correra: Kennedy Ashe. Infelizmente, essa era a única mulher que ele não poderia ter, pois ela era a sua nova consultora de imagem, sócia da Kinnections — a agência de relacionamentos na qual acabara de se inscrever. Há tempos Kennedy não encontrava um desafio tão grande quanto ajudar Nate a encontrar o par perfeito. Ela tinha todo um plano de ação esquematizado, e Nate estava disposto a segui-lo. O que nenhum dos dois esperava era a atração quase imediata que sentiram. Nate queria provar a ela que poderia haver um sentimento ainda mais profundo entre eles e lutar por isso, mas Kennedy precisava superar seu passado traumático. Estaria ela disposta a abrir mão de suas defesas e entregar a Nate o seu coração?

Eu me apaixonei por essa série ao ler o primeiro livro e tinha muita expectativa com a continuação. O enredo já prendeu a minha atenção, tendo um nerd como mocinho. No livro anterior, Kennedy aparentava ser aquela mulher fatal, poderosíssima, linda de morrer e dona de si, cheia de autoconfiança e sempre na companhia dos mais belos e desejados homens. Mas já dava para notar que ela escondia algo, que sua vida não era essa perfeição toda. Aqui, descobrimos que Kennedy é uma ex-gordinha que sofria bullying na escola por causa do seu peso. A coisa chegou a um nível tão grave que ela teve sérios problemas — físicos e psicológicos. Hoje em dia Kennedy deu a volta por cima, mas a verdade é que lá no fundo ela ainda é aquela menina cheia de inseguranças, com medo de se olhar no espelho e com receio de se entregar e confiar em alguém. Por isso seus relacionamentos são apenas físicos e temporários. Ela muda de um homem para outro, sem se apegar a ninguém. Geralmente esse não é meu perfil favorito de mocinha, pois à primeira vista pode parecer uma pessoa superficial. Contudo, conforme vamos conhecendo-a melhor e descobrindo tudo o que ela passou, se torna impossível não nos apegarmos a Kennedy.

Nate é um homem incrível. É tudo o que uma mulher sonha encontrar. Ok, ele pode meter os pés pelas mãos de vez em quando com seus comentários, mas é só porque foi mal orientado pelo irmão mais velho e conheceu o tipo errado de mulher, o que bagunçou um pouco a sua mente. Mas quando decide seguir os seus instintos e mostrar a sua verdadeira essência, não poderia ser mais perfeito. Kennedy teve muita sorte, porque Nate sabia exatamente o que fazer. Ele era sempre o cara certo na hora certa, com direito a resgate à mocinha em perigo e tudo. Esse jeitinho nerd desleixado só o deixa ainda mais fofo. A cada capítulo que lia, mais apaixonada ficava por ele. Um dos melhores mocinhos que já li na vida!

Assim como no livro anterior, a mocinha teimou muito em aceitar o amor do mocinho, algo que sempre me incomoda. Mas diferente do outro, dessa vez não deu nem pra ficar nervosa. A atitude de Nate fez toda a diferença para resolver esse problema. Ele era tão bonzinho, que eu tinha receio dele acabar se acomodando com a situação e que as coisas com Kennedy se resolvessem de forma abrupta, sem muita resistência. Mas eu não contava com a astúcia da autora, que fez o melhor final ever. Nem em sonhos eu poderia pensar num final mais perfeito do que o que foi apresentado no livro. Foi além das minhas expectativas. Ah, eu adorei!

Comentei sobre o irmão mais velho de Nate. O nome dele é Connor, que abriu mão de tudo para criar Nate depois que a mãe os abandonou. Ele dá os piores conselhos possíveis sobre mulheres e tem uma atitude pior ainda em relação a elas, mas não há nada que não faça por seu irmão. Connor é um personagem pra lá de interessante, que também tem o seu próprio livro. Além dele, outro personagem que chama a atenção é Wolfe Wells. Ele já apareceu no livro anterior, é visivelmente apaixonado pela melhor amiga, Genevieve, que está noiva de outro. E ainda tem a irmã gêmea de Genevieve, Isabella, que é uma personagem problemática e rebelde. Há algo de errado em sua história, e estou muito curiosa para saber o que ela esconde. A boa notícia é que a Paralela informou que irá publicar as continuações, e o livro de Genevieve e Wolfe é o próximo (livro 3). A má notícia é que a editora ainda não sabe sobre os livros intermediários, e as histórias de Connor e de Isabella são justamente os livros intermediários (livros 4.5 e 4.6, respectivamente). Espero de coração que publiquem todos eles, pois essa é uma série que vale à pena ser lida. Vamos torcer!

À Procura do Par Perfeito entrou para a minha lista de favoritos, um dos melhores que li esse ano. Ele é cheio dos clichês que amamos, sem se tornar cansativo. Impossível não amar. Conseguiu ser ainda melhor que o seu antecessor. Super-Hiper-Ultra-Mega-Power recomendado! 

Série À Procura


1- À Procura de Alguém (2016) - Kate Seymour e Slade Montgomery
2- À Procura do Par Perfeito (2017) - Kennedy Ashe e Nate Ellison Raymond Dunkle
2.5- Searching For You - Riley Fox e Dylan McCray
3- Searching For Beautiful - Genevieve MacKenzie e Wolfe Wells
4- Searching For Always - Arilyn Meadows e Stone Petty
4.5- Searching For Mine - Ella Blake e Connor Dunkle
4.6- Searching For Disaster - Isabella MacKenzie e William Devine


Essa leitura foi uma cortesia do Grupo Companhia das Letras
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