Correio Passional #74


Olá Amigos Passionais! Hoje mostrarei os livros e kits lindos que chegaram em junho e julho, enviados pelas editoras parceiras Harlequin, Arqueiro, Sextante, Suma de Letras e Rocco, além de um livro surpresa incrível, recebido da Plataforma 21! Confiram as fotos:

Editora Harlequin










Editoras Arqueiro e Sextante










Editora Suma de Letras



Editoras Rocco, Rocco Jovens Leitores e Bicicleta Amarela







Editora Plataforma 21



Curtiram? Comentem! Beijos...

[Resenha] Você é Fera

Você é Fera - Jen Sincero

Você é Fera - Jen Sincero
Sinopse - Bicicleta Amarela - 2017 - 272 páginas


“Você é Fera” é um livro de autoajuda escrito pela americana Jen Sincero, que tem como objetivo mostrar aos leitores como ter uma vida incrível. O livro aborda a parte financeira, de relacionamentos, saúde física e mental, diversão, carreira, entre outras áreas de nossas vidas.

“Dá o mesmo trabalho acreditar que somos incríveis ou completos idiotas.”

A leitura é dividida em cinco partes, na primeira delas, “Como você chegou a esse ponto”, somos induzidos a refletir sobre nossas vidas e encontrar o problema, nessa parte a autora fala bastante sobre energia, subconsciente e o ego, e como ele nos afeta. Com o problema detectado e a disposição para a mudança, na segunda parte, “Como abraçar sua fera interior”, começamos a conhecer a nós mesmos e entender o que queremos.

“Como Beber da Matriz”, a terceira parte do livro, é onde a mudança inicia, os temas abordados são meditação, gratidão, a capacidade de perdoar e de ceder quando necessário. Na quarta parte, “Como obter seu bacharelado com rapidez”, onde a procrastinação deve ficar de lado, os temas abordados são medo e opressão e como nos livrarmos deles.

A última parte, “Como arrasar de vez em quando”, foca mais em dinheiro, algumas ideias são retomadas e mais dicas são dadas, fechando o livro com chave de ouro.

“Passamos a maior parte do tempo fingindo não saber qual é nossa vocação, quando na verdade estamos morrendo de medo de encará-la porque parece impossível, ou porque não dá para ganhar dinheiro com ela, ou porque não merecemos.”

O livro tem um toque de humor, com muitas histórias pessoais da autora, de como ela colocou em prática todos os ensinamentos que está passando e de que forma mudaram sua vida para melhor, adorei saber da sua viagem para a Índia e como Jen conseguiu se virar sozinha num país em que mal sabia a língua.

O mais legal desse livro é a sua positividade e energia boa, suas lições são fáceis e estão ao alcance de todos, apresentando uma forma de mudarmos e estarmos prontos para uma nova (e melhor) vida, mostrando como fazer para atrair coisas boas e lidar com esse mundinho cheio de surpresas.

“(...) quanto mais você se liga à sua verdade interior, mais fácil fica administrar as opiniões alheias sem deixar que elas governem sua vida.”

A autora fala bastante sobre aproveitar oportunidades, fazer tudo com amor e cuidar de nós mesmos (porque somos a coisa mais importante para nossa vida dar certo). É um livro para ler e começar a mudança hoje, sem deixar para amanhã, pois ninguém quer esperar para viver bem!

Recomendo a leitura para todos, mesmo pra aqueles que estão felizes. Este é um livro maravilhoso e libertador que pode sim mudar vidas!

E não se esqueça do mais importante:

“Ame a si mesmo
Mais do que você ama o drama.”

Essa leitura foi uma cortesia da Editora Rocco.
Aguardamos seus comentários!
Beijos de uma pessoa fera...

[Resenha] A mão esquerda de Deus

A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman

A mão esquerda de Deus - Paul Hoffman
Trilogia A Mão Esquerda de Deus - Livro 01
Sinopse - Suma de Letras - 2010 - 328 páginas


Primeiro livro de uma trilogia, “A mão esquerda de Deus” a princípio nos remete a um monastério sombrio em terras nórdicas, habitado por meninos que ali chegam trazidos sabe-se lá de onde, não existe qualquer indicação se são órfãos ou escravos, desde sua chegada devem honrar a memória do Redentor Enforcado e servir aos Lordes Redentores.

Bem vindos ao Santuário dos Redentores, dele poucos retornarão, ali só os fortes sobrevivem.

Essa é a premissa do autor britânico Paul Hoffman para criar um romance denso e visceral, que em sua primeira parte nos remete ao clima sombrio e misterioso de “O nome da Rosa”, entretanto aos poucos outros contornos irão delinear-se sob o ponto de vista do protagonista Thomas Cale, “O anjo da Morte”, que pressupõem verdades violentas e repercussões sinistras.

O despertar de Cale ocorre numa certa noite enquanto ele, Henri e Kleist estão praticando pequenos delitos em busca de comida e por acaso esbaram em abomináveis segredos sobre os Lordes Redentores, que transformarão suas vidas. Apavorados só encontram uma alternativa: a fuga. Uma vez fora do Santuário viverão inúmeras aventuras, mas também desventuras, e descobrirão que o mundo exterior pode ser tão ou até mais cruel que o Santuário.

De modo que podemos dividir o romance em três partes: na primeira, somos apresentados sob o ponto de vista de Cale à realidade do Santuário, as condições subumanas que vivem os meninos, prisioneiros de uma fé cega dogmática, desconhecida e distorcida. Na segunda, depois de acontecimentos bizarros e fora das paredes do Santuário, Cale irá relatar a um suposto protetor a natureza militar do local e num terceiro momento, quando Cale frente às adversidades do mundo exterior como corrupção, soberba, vaidade, ingratidão e amor traído, decide retornar ao Santuário e seguir seu destino, que é ser a “A mão esquerda de Deus”.

Trata-se de uma leitura densa e inquietante, o trio de amigos são jovens de 15 anos que tem a habilidade destrutiva de senhores de guerra, mas a inteligência emocional própria de sua idade. E Cale por sua vez é uma máquina de matar fora de controle.

“Eu costumava sentir medo o tempo todo quando era novo – disse Cale algum tempo depois – Mas então parei de sentir.”

Por outro lado, no Santuário uma conspiração está em curso, ao mesmo tempo que o Lorde Redentor Bosco, mentor de Cale, move todos seus recursos para encontrar Cale e trazê-lo de volta, a ponto de declarar guerra contra o Império dos Materazzi, os arrogantes Senhores de guerra de Memphis, onde os garotos estão sob a proteção de um influente político.

Portanto estamos diante de uma trama envolvente de muitas facetas e conspirações, tendo como clímax uma batalha épica entre fanatismo religioso e orgulho imperialista com um desfecho surpreendente.

“Tenho uma mensagem para sua filha. – falou Cale – Estou ligado a ela por amarras que nem mesmo Deus pode romper. Um dia, se ela sentir uma brisa suave no rosto talvez seja meu hálito. Uma noite, se o vento gelado brincar com seus cabelos, talvez seja minha sombra passando.”

Cativante e arrebatador, impossível parar de ler.

Trilogia A mão esquerda de Deus




Essa leitura foi uma cortesia do Grupo Companhia das Letras.
Aguardamos seus comentários! By.:.

[Resenha + Vasculhando] O Elevador Ersatz

O Elevador Ersatz -  Lemony Snicket

O Elevador Ersatz -  Lemony Snicket
Desventuras em Série - Livro 06
Sinopse - Editora Seguinte - 2003 - 232 páginas


Na sexta desventura dos irmãos Baudelaire (Violet, Klaus e Sunny), não restam mais dúvidas de que Conde Olaf é um vilão horrível e perverso e não vai descansar até colocar as mãos na fortuna dos órfãos, que agora estão a caminho da casa de mais dois tutores: Esmé e Jerome Squalor, um casal riquíssimo que mora na Avenida Sombria, em um prédio alto com apartamentos gigantescos cheios de salas inúteis.

Esmé é uma mulher que liga muito para o que está na moda (ou melhor, para o que está in) e toda a sua vida se baseia nisso, ela é a sexta consultora financeira mais importante da cidade e só cuidará dos órfãos pois eles estão in. Mas quando os Baudelaire chegam no prédio dos Squalor, os elevadores e a iluminação estão out, isso faz com que eles tenham que subir muitos e muitos degraus a pé e no escuro.

Embora Violet, Klaus e Sunny tenham sido bem recebidos pelos seus novos tutores, logo deram de cara com Conde Olaf, dessa vez, disfarçado de Gunther, um leiloeiro que está ajudando Esmé a organizar um leilão de artefatos in. As crianças estão com um grande problema, já que Esmé não liga para elas e confia cegamente em Gunther e Jerome é facilmente manipulado pela mulher, odeia discutir e prefere deixar as coisas como estão.

Além disso, há alguns mistérios do volume anterior que precisam ser desvendados e que possuem relação com Olaf, será que os órfãos encontrarão pistas e acharão o que tanto procuram?

Estou surpresa com a capacidade de “Lemony Snicket” em escrever tantas tramas diferentes nessa série, a cada livro são novos cenários, novos personagens, disfarces, planos do mal... Os elementos a todo o momento se renovam e a cada pequena felicidade que temos, muitos momentos de ansiedade e nervosismo vêm pela frente.

Pensei ter descoberto os planos de Olaf desta vez, estava convicta que já tinha solucionado tudo, mas errei. Ainda tenho algumas teorias sobre alguns personagens e até mesmo o próprio autor (que é quase como um protagonista para a trama).

O que mais me chamou a atenção nessa desventura, foi como todos na cidade (ou pelo menos nos arredores da Avenida Sombria) poderiam ser manipulados facilmente por qualquer pessoa, pois só pensavam em agradar a sociedade, mesmo que isso significasse comer uma coisa que odiavam ou usar roupas feias iguais a de todo mundo só porque alguém disse que é in. O livro deixou uma boa reflexão.

Já comecei a ler o sétimo volume e sei que vem muita coisa por aí. Enquanto isso, estamos na torcida para que os Baudelaire finalmente desvendem todos os mistérios restantes.

Desventuras em Série


7. A Cidade Sinistra dos Corvos
8. O Hospital Hostil
9. O Espetáculo Carnívoro
10. O Escorregador de Gelo
11. A Gruta Gorgônea
12. O Penúltimo Perigo
13. O Fim

Vasculhando em quotes


Vasculhando em quotes se trata de vasculhar um livro e separar quotes relativos a alguns assuntos (sem spoilers), para dar a vocês uma noção do clima da história através dos detalhes - aparentemente superficiais - que fazem toda a diferença no contexto geral.

Cenário


“Em vez de postes de luz, havia árvores enormes a intervalos regulares ao longo da calçada, de um tipo que as crianças nunca tinham visto antes – e que mal podiam ver agora. No alto de um tronco grosso e espinhento, os galhos pendiam como roupa pendurada para secar (...)”

“(...) uma longa escadaria curva, feita de madeira, com um corrimão de metal que acompanhava as suas curvas. (...) alguém colocara mais velas a cada poucos degraus, de modo que a escadaria parecia ser formada por nada mais que curvas de luzes bruxuleantes que iam ficando cada vez mais pálidas à medida que a escada ia subindo, até não dar para ver mais nada.”

“Os divãs tinham almofadas bordadas com prata. As cadeiras eram todas pintadas com tinta dourada. E as mesas eram feitas de madeira extraída de algumas das árvores mais caras do mundo.”

“Havia retratos de salmões nas paredes, e desenhos de salmões no cardápio, e os garçons e garçonetes vestiam fantasias de salmão, o que tornada difícil para eles carregar travessas e bandejas.”

Culinária


“O garçom fantasiado primeiro trouxe para a mesa tigelas de sopa creme de salmão e depois, como prato principal, um pouco de salmão na brasa com acompanhamento de ravióli de salmão ao molho de manteiga de salmão (...)”

“Os martínis aquosos estão out, e refrigerantes de salsa estão in!”

Moda


“(...) viram um homem que usava um chapéu de aba larga e um casaco grande demais para ele. As mangas do casaco cobriam-lhe as mãos completamente, e a aba do chapéu cobria a maior parte do seu rosto.”

“(...) revelando um homem alto, usando um terno com listras compridas e estreitas de cima até embaixo. Esse tipo de terno é chamado de terno risca-de-giz e normalmente é usado por pessoas que, ou são astros de cinema, ou são gângsteres.”

“Nos pés de Olaf havia um par de lustrosas botas de cano alto que chegavam quase até os joelhos – do tipo de botas que alguém poderia usar para andar a cavalo.”

“(...) e os órfãos Baudelaire partiram para o trabalho, tirando os pijamas e vestindo uma indumentária apropriada para descer escadas, calçando os seus sapatos mais resistentes e enfiando pares de meias sobressalentes nos bolsos.”

Essa leitura foi uma cortesia da Editora Seguinte.
Aguardamos seus comentários! Beijos ersatz...