[Resenha] Terceira voz

Terceira voz - Cilla & Rolf Börjlind

Terceira voz - Cilla & Rolf Börjlind
Olivia Rönning & Tom Stilton - Livro 2
Sinopse - Editora Rocco - 2017 - 464 páginas


Escrito a duas mãos, o romance policial “Terceira voz” é um daqueles thrillers de tirar o fôlego. Em uma simbiose perfeita, os suecos Cilla e Rolf Börjlind conduzem a trama com uma escrita fluída, cativante, repleta de reviravoltas com impressionantes pontos de virada, típicos de sua bem sucedida experiência como roteiristas de séries policiais para televisão, a mais recente é “Wallander”.

Esse é o segundo livro da série de Rönning e Stilton, que tem como introdução “Maré viva”, publicado em 2015 pela Editora Rocco, mas calma... Se você como eu ainda não leu “Maré viva” relaxe, existem inúmeros flashbacks mentais que nos posicionam quanto a fatos anteriores relevantes à trama, isso além de colorir a história, nos instiga a curiosidade pelo primeiro livro para descobrir a origem de tudo. 

Ambientado intercalando Estocolmo e Marselha, o romance policial prossegue a saga de Olivia Rönning e Tom Stilton, os protagonistas [anti-heróis] interligados por um passado arrepiante, que no decorrer dos capítulos vai sendo clarificado ao leitor como já mencionei acima, e apesar de Olivia e Tom serem extremamente envolventes, não cabe somente a eles a excelência da ação, pois os autores tem o “dom” para a criação de personagens verossímeis, misteriosos e apaixonantes.

Dois assassinatos em países diferentes dividem a cena apenas para compacta-la com maestria nos últimos e angustiantes capítulos, tirando o leitor [investigador hahaha!] do lugar comum. Nada é aleatório para esses dois sagazes escritores, nosso raciocínio lógico é desafiado a todo momento de modo inquietante, logo devoramos a leitura.  

Com os Borjlind vamos percorrer os labirintos do submundo físico e psicológico de suas personagens limítrofes, conhecer os segredos das marcas em suas peles, mas sobretudo em suas almas. Sua abordagem temática é ampla e contemporânea, envolvendo, redes sociais, suicídios juvenis, pornografia, drogas, arte, prostituição, corrupção, meandros tanto de corporações empresariais como policiais.

O ritmo é acelerado, inúmeras personagens fazem com que a narração em 3ª pessoa adote diversos e controversos pontos de vista, diálogos ácidos, situações tensas, romance, altercação de suspeitos, cenários que deslocam-se entre o deslumbrante e o sórdido equiparam metaforicamente emoções viscerais e violência explicita. Esse é o palco de uma investigação intrincada que remontará o passado para solucionar dois crimes praticamente inconciliáveis.     

Sensacional!
Excelente leitura.

Essa leitura foi uma cortesia da Editora Rocco.
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Vitrine Passional: Grupo Editorial Pensamento + Editora Rocco e seus selos * Abril (parte 2)

[Resenha + Vasculhando] Serraria baixo-astral

Serraria baixo-astral - Lemony Snicket

Serraria baixo-astral - Lemony Snicket
Desventuras em Série - Livro 04
Sinopse - Editora Seguinte - 2002 - 176 páginas


“Serraria baixo-astral” é o quarto e melhor livro de “Desventuras em Série” até agora. Dessa vez, Klaus, Sunny e Violet vão morar com um novo tutor conhecido apenas como Senhor, que é dono de uma serraria em Paltryville. Neste novo lar, os Baudelaire serão obrigados a trabalhar como adultos, se alimentando apenas de chicletes no almoço e bifes que mais parecem solas de sapatos no jantar, recebendo apenas tíquetes de desconto como pagamento.

Como nem tudo é desgraça (ou será que é?), na Serraria Alto-Astral os irmãos se encontrarão com duas pessoas boas: Charles e Phil. Charles é sócio de Senhor, mas tem quase nenhuma voz por lá e Phil é um dos trabalhadores da serraria, e a única pessoa dessa história que é otimista e consegue ver o lado bom das coisas, mesmo que pareça que não há nada de bom acontecendo.

Por enquanto, não há nenhum sinal de Conde Olaf, mas ele não está sempre à espreita, pronto para roubar a fortuna dos Baudelaire?

Fiquei o tempo todo esperando o Conde Olaf aparecer e nesse volume ele demorou bastante para dar as caras, eu desconfiava de cada personagem novo que surgia, fiquei em alerta durante a leitura inteira. Adorei o disfarce do Conde Olaf nesse livro, ele se superou.

Uma coisa que achei bem diferente desta vez é que Klaus e Violet não se prenderam à suas habilidades, nas situações de perigo, quando um não podia contar com o outro, eles tiveram que improvisar. Klaus teve que fazer uma invenção para salvar uma vida (especialidade de Violet) e a garota precisou ler livros complicados para obter respostas (especialidade de Klaus). Sunny também ajudou bastante com seus dentes afiados.

Esse foi o livro que mais me surpreendeu até o momento, sinal de que a série está ficando cada vez melhor. 

Não vai demorar para eu começar o próximo livro :)
Recomendo muito essa série!
Beijos disfarçados...

Desventuras em Série


5. Inferno no Colégio Interno
6. O Elevador Ersatz
7. A Cidade Sinistra dos Corvos
8. O Hospital Hostil
9. O Espetáculo Carnívoro
10. O Escorregador de Gelo
11. A Gruta Gorgônea
12. O Penúltimo Perigo
13. O Fim

Vasculhando em quotes


Vasculhando em quotes se trata de vasculhar um livro e separar quotes relativos a alguns assuntos (sem spoilers), para dar a vocês uma noção do clima da história através dos detalhes - aparentemente superficiais - que fazem toda a diferença no contexto geral.

Cenário


“Em frente, um paredão alto de madeira estendia-se até o fim da rua. No centro do paredão existia um grande portão, também de madeira com as palavras ‘Serraria Alto-Astral’ em letras toscas e gosmentas.”

“(...) não tinha janelas, só uma porta redonda no centro. (...) A casa era meio oval e na parte superior havia como que uns galhos curvos fininhos projetando-se para fora. (...) A construção da casa sugeria o formato de um olho.”

“Phil conduziu os garotos para um grande cômodo pouco iluminado, repleto de beliches dispostos em fileiras sobre um piso de cimento.”

“A sala de estar era pequena (...). Tinha um sofá, umas poucas cadeiras, umas revistas antigas amontoadas sobre uma mesa, e uma recepcionista sentada diante de uma escrivaninha (...).”

Moda


“Ele vestia um macacão todo manchado, o que não pode causar uma boa impressão, e em seus sapatos havia um adesivo no lugar de cadarços.”

“Ele vestia um colete azul-claro e segurava um pêssego.”

“Ele era bem baixo, mais baixo do que Klaus, e vestia um terno de um tecido verde-escuro brilhante que o deixava mais parecido com um réptil do que com uma pessoa.”

“(...) não havia nenhuma Shirley ali, apesar de a recepcionista estar usando um vestido marrom-claro e sapatos bege confortáveis para trabalhar.”

Gastronomia


“(...) continuavam com bolos na garganta tão massudos quanto os bifes que lhes serviram para comer.”

“Os Baudelaire devoraram o pêssego; e em circunstâncias normais não teria sido educado comer algo tão depressa e tão ruidosamente, sobretudo diante de alguém que eles mal conheciam.”

“Sunny não comia a madeira, é claro, mas ficava mastigando-a, fazendo de conta que era uma cenoura, ou uma maçã, ou uma tortilla recheada com queijo e carne, delícias que ela adorava.”

“Mas amanhã vou tentar conseguir umas uvas passas na hora do almoço.”

Veículos


“Os órfãos Baudelaire olharam através da janela suja do trem e contemplaram o negrume melancólico da Floresta Finita, pensando se algum dia a vida deles melhoraria.”

Essa leitura foi uma cortesia da Editora Seguinte.
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Sorteio Comentarista Passional - Abril