[Resenha] O Tempo que nunca foi

O Tempo que nunca foi - Kelly Moore, Tucker e Larkin Reed

O Tempo que nunca foi - Kelly Moore, Tucker e Larkin Reed
Trilogia Amber House - Livro 02
Sinopse - Editora Jangada - 2014 - 320 páginas


Em algum momento da vida você desejou que tudo pudesse ser diferente? Em O Tempo que nunca foi, tudo está diferente para Sarah, Jackson, Richard e para todos os personagens que conhecemos em Amber House, só que eles não sabem disso, não tem consciência que, devido a uma interferência de Sarah no passado, tudo está diferente no presente. Inicialmente somente nós, leitores, sabemos o que mudou e a posse desse segredo nos causa uma engraçada sensação de poder rsrsrs...

Este é o segundo volume da Trilogia Amber House e é fundamental ter lido Amber House para entendê-lo (resenha aqui). Desta vez, reencontrei a protagonista Sarah incomodada, quase desconfortável em sua própria pele. Amber House não lhe parece a mesma, suas lembranças do tempo da infância estão confusas e ela sente que está se esquecendo de algo. E não é somente o núcleo familiar de Sarah que está diferente, a estrutura política, geográfica, social e econômica do mundo é outra: a escravidão não acabou, o nazismo tomou conta de toda a Europa, os Estados Unidos da América não existem e o mundo não evoluiu, nem no campo da tecnologia, nem em relação aos direitos humanos. É como se estivéssemos lendo uma história que se passa nos tempos atuais, mas numa realidade paralela à nossa.

Mas aos poucos, a memória do "tempo que nunca foi" retorna para Sarah, através de sonhos e visões de "ecos do passado", que ela presencia quando toca em objetos ou partes da casa onde suas ancestrais estiveram. Amber House - a mansão centenária que sempre pertenceu à família de Sarah - tem personalidade própria, e revela ou esconde aquilo que Sarah precisa ou não saber, de acordo com a necessidade. Utilizando essa conexão, as ancestrais de Sarah tentam lhe avisar que "algo deu errado" no passado e que isso precisa ser corrigido, para que a horrível realidade em que o mundo se encontra possa ser modificada.
"(...) eu mudei o passado. Que mudou tudo o que veio depois. Nosso presente. Certa vez tinha havido um tempo, uma história, que simplesmente não existia mais. Não consegui digerir a ideia. Para onde foi esse outro tempo?
O Tempo que nunca foi mantém a narrativa em primeira pessoa na voz de Sarah, mas também conhecemos um pouquinho da personalidade de suas ancestrais, pois em seus sonhos e visões, algumas cenas são narradas por elas. Assim como no volume anterior, logo no início temos acesso à Árvore Genealógica das famílias de Amber House, e as consultas que fiz à esse "documento" foram fundamentais para que eu não me perdesse dentre as quatorze gerações de "mulheres Amber".

Confesso que no início achei a leitura lenta, porque a história voltou a um "marco zero" e com isso não houve exatamente uma evolução dos fatos, mas um recomeço diferente. Ao mesmo tempo em que a ideia desenvolvida pelas autoras é incrível, o ritmo não estava me prendendo tanto como no primeiro volume, quando tudo - sobretudo a ambientação - era novidade. Por outro lado, o mistério "do que deu errado" me fez querer descobrir o que aconteceu, e lá para o meio da leitura o livro me fisgou de jeito, sendo impossível largá-lo a partir de então.

Achei interessante a forma como as autoras trabalharam os personagens "desse tempo", com suas personalidades ligeiramente diferentes "do tempo que nunca foi", confirmando a hipótese de que o meio social e a estrutura familiar exercem forte influência naquilo que nos tornamos. Sarah amadureceu muito e pôde questionar vários aspectos da sua vida antiga e da atual, tentando encontrar um equilíbrio entre a "Sarah 1" e a "Sarah 2". E o final é alucinante! A ponta solta deliberadamente inserida nas últimas linhas me deixou loucaaaaa para conferir o desfecho dessa Trilogia!!!

Espero que a continuação não demore muito...
Porque estou preparadíssima para o Tempo que ainda está por vir ;)

Trilogia Amber House


Essa leitura foi uma cortesia da Editora Jangada.
Aguardamos seus comentários =)
Beijos atemporais...

10 comentários

  1. eu acho as capas apaixonantes, e pelo visto dar-se uma reviravolta na trama, fiquei bem curiosa e ansiosa para ler e me deslumbrar por uma nova amber house se assim pode-se dizer, afinal se tudo é novo a mansão também deve ter algumas novidades

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    1. Também acho essas capas apaixonantes ♥
      Bjs!

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  2. Ainda não li o primeiro volume dessa trilogia, parece ótima, fique bastante curiosa, quero muito ler.

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  3. Oi Elis.
    São tantas séries que não dou conta, e acabo deixando muitas pra trás, Amber House está entre elas.
    Eu tenho um grande receio com livro escrito por mais de um autor, já tive problemas com isso durante a narrativa.
    E histórias que só me fisgam já lá na metade me desespera porque sei o martírio que é ir arrastando leitura.

    Beijos.
    Leituras da Paty

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  4. Oi, Elis
    Acho muito bom terminar um livro com um gancho irresistível para o próximo. Foi assim com As Sete Irmãs, da Lucinda Riley. Só me falta muita disposição para encarar os sete livros da série, rsrs.
    Acho o título deste livro tão sedutor... Como não li o primeiro, fiquei imaginando como seria ser essa Sarah 1 e a Sarah 2, situações diferentes que constroem uma personalidade distinta, porque, como vc bem falou, o meio, a época e a família onde estamos inseridos são determinantes para que sejamos do jeito que somos.
    Adorei!

    Beijo!
    Minha nova resenha, um romance muito bonito: Uma Noite em NY:
    Ler para Divertir

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    1. Oi Manu!
      Os títulos e subtítulos dessa série são sugestivos e deixam margem à nossa imaginação. Melhor ainda é descobrir, dentro do enredo, que eles fazem o maior sentido! Beijos.

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  5. Não li o primeiro desta trilogia, mas com certeza logo estará na lista dos desejados, assim como esse, achei a premissa bem bacana, e só por você já querer o próximo só mostra o quão bom deve ser mesmo!
    P.S: As capas são lindas!!!

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  6. Não li o livro anterior, mas as capas de ambos são lindas, pelo menos eu gosto. Só uma pena este começo meio cansativo.
    Bjs, Rose.

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    1. O começo não chega a ser cansativo Rose, apenas possui o ritmo um pouco lento mesmo. Beijos!!

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  7. Adorei essas capas, Elis!
    Sabe, desde que li algumas resenhas de Amber House, eu fiquei curiosa para ler e acompanhar a série. Acho que será uma leitura bem interessante.

    Beijocas.
    http://artesaliteraria.blogspot.com.br

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