[Resenha] A Espada de Shannara

A Espada de Shannara - Terry Brooks

A Espada de Shannara - Terry Brooks
Trilogia Shannara - Livro 01
Sinopse - Saída de Emergência - 2014 - 480 páginas


Shea Ohmsford é um meio-elfo que cresceu no Vale Sombrio, uma das terras do sul, ele sempre soube que era filho adotado de Curzad Ohmsford, mas nunca imaginou que era um descendente de Shannara, o famoso rei elfo que viveu há muito tempo atrás. Essa informação vem até ele por meio de Allanon, um historiador que chega na hospedaria de Curzad através de Flick, o “irmão” de Shea.

É claro que no começo Shea não acredita numa palavra do que Allanon diz, até porque todas as informações que ele recebera até o momento pareciam loucura, mas conforme o historiador foi narrando a história das Grandes Guerras das raças, a ficha de Shea começou a cair. Segundo Allanon, um velho inimigo de nome Lorde Feiticeiro não está morto como todos imaginaram, ele está vivo e se preparando para uma guerra, e Shea é o único que pode impedi-lo, o único descendente de Shannara que tem direito à espada élfica com o poder necessário para destruir o Lorde Feiticeiro.

Foi assim que Shea e seu irmão Flick partiram no meio da madrugada para uma missão super importante, o resultado dela garantiria, ou não, a segurança das raças. Mas é claro que eles não iriam sozinhos, um pouco mais tarde alguns amigos se juntam a eles.

“Não é o que todo mundo quer, mais cedo ou mais tarde? Um pouco de poder?”

“A Espada de Shannara” é uma obra que recebeu muitas comparações com “O Senhor dos Anéis”, durante a leitura não pude deixar de perceber diversas semelhanças entre os dois livros, mas gostaria de deixar bem claro que isso não torna Shannara inferior, pelo contrário, se você não gostou de OSDA por causa das descrições pesadas de Tolkien, pode dar uma chance pra Shannara, pois a narrativa é menos cansativa. Mas é claro que esta obra também possui vários elementos originais, o autor foi muito criativo em certas partes, como ao contar a história das Grandes Guerras e criar um mundo completo e cheio de lendas, qualquer um que consiga fazer isso com perfeição merece aplausos, então, parabéns Brooks e Tolkien, sou fã de vocês!

Agora você me pergunta se Shannara tem grandes jornadas e se os personagens ficam andando e andando pra lá e para cá atrás de seu objetivo? Sim, Shannara tem tudo isso, mas sempre que o autor descreve uma caminhada, vai nos apresentando um pouco mais de cada personagem escrevendo sob o seu ponto de vista e explorando seus pensamentos e sentimentos, por isso que a narrativa em terceira pessoa não cansa.

“Shea acreditava que qualquer um poderia colocar o passado para trás e construir um mundo e um futuro novo, sem entender que o futuro estava inextricavelmente ligado ao passado, uma tapeçaria de fatos e ideias que jamais conseguiriam ser totalmente separados.”

A partir da parada em Culhaven, a história ficou mais dinâmica e depois da metade, o livro virou um chiclete e não me deixou desgrudar dele, ou eu estava lendo sem parar ou estava fazendo outra coisa enquanto pensava que poderia estar lendo.

Gente, a editora Saída de Emergência enviou junto com o livro um mapa gigante com todos os lugares por onde os personagens passaram, toda vez que eu ia ler, estendia o mapa pertinho de mim e ficava consultando-o para não me perder, me surpreendi com a clareza do mapa, que não é nem um pouco confuso e tem uns pontos vermelhos gigantes com o nome dos lugares. Esse mapa ao qual me referi está impresso no começo do livro também!

Ah, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre os personagens que mais me encantaram nessa história, eles foram o Flick (no começo chamei ele de inútil, mas o menino é muito determinado e corajoso), Panamon (esse aí me ensinou um monte de coisas), Shirl (infelizmente, a única mulher dessa história) e os irmãos Durin e Dayel (elfos são elfos).

“O amor nos dá um tipo de força capaz de enfrentar até a morte. Mas você precisa ter um pouco de fé. É só acreditar Shirl.”

Quando acabei de ler “A Espada de Shannara” eu comecei a chorar, os livros de fantasia sempre me tocam mais do que qualquer outro gênero, acho que é por causa das guerras e do sofrimento pelo qual os personagens passam, as dificuldades que eles tem de enfrentar, a amizade que é explorada e a cansativa e dura luta pelo bem... É por isso que gosto de fantasia, esse é um gênero que nos leva para longe desse mundo, que nos joga no meio de um monte de problemas junto com pessoas que nós passamos a conhecer tão bem que até viramos amigos, ela brinca com a nossa mente e nos dá um pouco de magia, mas, ao mesmo tempo, nos passa lições para a vida real, lições de coisas que acontecem em todos os mundos, reais ou fictícios. É possível aprender com este gênero, pois naquela hora em que você fecha o livro e olha em volta, observando a realidade, acredite, você não é mais o mesmo.

Quer uma experiência dessa? Leia Shannara.
Hiper recomendado!

Trilogia Shannara


#1 The Sword of Shannara (1977) - A Espada de Shannara (2014)
#2 The Elfstones Of Shannara (1982) - As Pedras Élficas de Shannara (2014)
#3 The Wishsong of Shannara (1985)

Essa leitura foi uma cortesia da Saída de Emergência Brasil.
Aguardamos seus comentários!
Beijos élficos...

10 comentários

  1. Culceag Mãe e Culceag Filha, como vão?

    Também fiz a leitura e resenha de A Espada de Shannara, e inclui um olhar de pesquisador durante esses prazerosos trabalhos. Você percebeu que o mundo da história na verdade é o nosso? Apesar de fantástico e "medieval" podemos dizer que esse é um futuro pós-apocalíptico. É estranho pensar dessa forma, mas junte as informações sobre o passado, as máquinas, escombros, ruínas e você vai passar a ver as coisas de maneira diferente. Isso se deve ao período histórico em que o autor vivia (a Guerra Fria) quando o livro foi escrito e a ameça de uma guerra atômica que poderia devastar o mundo. Coloquei algumas outras informações na resenha, passem lá caso seja interessante saber. Se eu colocar tudo aqui o comentário vai ficar enorme (mais do que já está XD).
    A Saída de Emergência está fazendo um trabalho de resgate de fantasia clássica que antes não chegava ao Brasil e por isso sou extremamente grato! Explorar novos universos é sempre bom, mas talvez você já saiba disso. ;)

    Saudações,
    Ace Barros
    Capitão do drakkar Interlúdio, navegando pelo Multiverso X
    multiversox.com.br

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  2. Oi! Me decepcionei com uma leitura desse gênero, mas não é por isso que tive receio de ler algo de fantasia, ao contrário, estou doida para entrar nesse mundo tão fantástico. Gostei desse livro, tem aventura e retratos de guerra, nunca li O Senhor dos Anéis, tive um pouco de medo da leitura ser muito densa, pesada, mas tenho curiosidade. O personagem principal parece ser daqueles que não foge, que é corajoso e destemido. Amei.

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  3. Nossa o livro parece ser ótimo, curto muito fantasia e aventura, essa resenha me deixou ainda mais interessada em conferi não só esse primeiro livro como a trilogia inteira.

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  4. Olá =)

    Ainda não conhecia o seu blog, mas adorei. Gostei muito da sua resenha, já tinha lido algumas outras resenhas, mas nenhuma havia comparado o livro com "O Senhor dos Anéis", só por esse detalhe fiquei curiosa. Não sabia que os livros eram tão antigos (1977, 1982 e 1985). Como pode demorar tanto para chegar aqui? Irei procurar por esse livro quando estiver liberada para as compras. Parabéns pela resenha!

    Beijos, Rob
    http://estantedarob.blogspot.com.br/

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  5. Samantha!

    Na minha opinião O Senhor dos Anéis é a melhor série de fantasia de todos os tempos e saber que A Espada de Shannara tem um ritmo similar a ele, já me interessou por demais.
    Tenho o livro aqui que ganhei em um dos sorteios que participo, porém gosto de me entregar de forma completa as leituras de fantasia, ainda não li; porém com sua resenha, acredito que a farei em breve, obrigada.
    Que o final de semana seja carregadinho de muita tranqüilidade!
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  6. achei a proposta bem diferente, mas mesmo assim não creio que vou me animar muito!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  7. Que incrível!! Me animei bastante com esse livro, porque eu não botava muita fé nele pela capa haha Meu gênero preferido sempre vai ser fantasia, e concordo plenamente com a sua frase: "naquela hora em que você fecha o livro e olha em volta, observando a realidade, acredite, você não é mais o mesmo". Só quem mergulha pra valer na leitura tem o prazer de sentir isso após o término de um livro.
    Espada de Shannara me parecer ser aquele tipo de livro cheio de personagens. Eu tenho uma certa dificuldade quando há personagens demais, nunca consigo distinguir quem é quem, e além disso nunca consigo pronunciar os nomes de cidades/lugares fictícios ou os nomes dos personagens rçrç

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  8. Oie Samantha, Fiquei muitoo curiosa para ler,ainda não li todos os livros do OSDA,mas se é um pouco parecido com os que li,esse livro e ótimo rs Amo o gênero fantasia,e espero que essa trilogia não me decepcione.
    Resenha ótima flor.
    Beijos
    Cantinho da Bruna | @cantinhodabruna

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  9. Oi Samantha.

    Não gostei de O senhor dos anéis exatamente por achar o livro extenso demais, tanto que nem cheguei ao fim dele.
    Confesso que a principio a única coisa que me chamou atenção no livro foi a capa, mais ao ler sua resenha e descobrir como o autora trabalha os personagens me senti tentada a ler. Gosto quando é exposto os sentimentos dos protagonistas, acho que consigo interagir mais com eles.
    Gostei bastante da resenha, e creio que vá me conectar com o livro assim como você, também sou fã de fantasias e na maioria das vezes também me emociono com eles.

    Beijos.
    http://passeandocomoslivros.blogspot.com.br/

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  10. Olá Elis, olá Samantha!
    Tenho um marcador desse livro aqui em casa e estava mesmo querendo saber mais sobre o livro, mas até então não tinha lido uma resenha... Eu já gostei no começo por envolver elfos e tal. Não li “O Senhor dos Anéis” ainda, e provavelmente não vou ler antes de “A Espada de Shannara”, então não vou perceber as semelhanças. Gostei que a narrativa não cansa, e adorei que tem um mapa. Enfim, me surpreendi, não achei que ia gostar tanto!
    "Beijos élficos" ;)

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