[Resenha] A guerra dos mundos

A guerra dos mundos - H.G. Wells

A guerra dos mundos - H.G. Wells
Sinopse - Suma de Letras - 2016 - 296 páginas


Imaginem que tipo de autor seria capaz de escrever [na época vitoriana] sobre uma invasão alienígena de modo assustadoramente plausível, coerente e convincente? Apenas um: Hebert George Wells, que em sua genialidade nos legou “A guerra dos mundos”, um clássico da ficção científica que ainda hoje é capaz de desafiar as mentes mais perspicazes.

Publicado em 1898, o romance é de uma atualidade impressionante, um narrador de notável saber filosófico admira as estrelas, questiona o deslumbrante Universo, ele não nos revela seu nome apenas suas paixões, o desconhecido uma delas; enquanto isso uma Inglaterra pacífica desfruta as conquistas de um mundo civilizado e em evolução. Entretanto, essa segurança está prestes a acabar quando um suposto meteoro cai em uma região rural nas proximidades da casa do narrador, e será ele a nos contar sobre a terrível experiência da invasão:

“E a coisa que então vi! Como descrevê-la? Um trípode monstruoso, mais alto que muitas casas, alçando-se sobre os jovens pinheiros e esmagando-os em seu percurso; uma máquina ambulante de metal reluzente, avançando a largas passadas pela urze; cordas articuladas de aço pendiam das laterais, e o barulho estridente de sua passagem misturava-se ao estrondo da tempestade.”

“A guerra dos mundos” é o tipo de romance que você só consegue soltar quando termina, repleto de ação, suspense, aventura, mistério; o ponto de vista do narrador intercala-se entre poético, filosófico e dramático. Ele - que nem sabemos o nome - nos cativa e carrega, nos faz percorrer com ele todo o caos e destruição que os marcianos impõem aos invadidos ingleses com seus gazes mortíferos e terror absoluto. E mesmo neste desterro nos faz refletir:

“Naquele momento senti uma emoção incomum à experiência humana, mas que as pobres criaturas que dominamos conhecem muito bem. Senti-me como um coelho que, ao voltar para sua toca, encontra uma dúzia de operários cavando alicerces de uma casa. Percebi a primeira insinuação de algo que se tornou claro em minha mente, e que me oprimiu durante dias – uma sensação de destronamento, a convicção de que já não era o mestre, mas um animal entre os outros, sob a tirania dos marcianos. Daí em diante, como os animais, nos espreitaríamos, fugiríamos, buscaríamos esconderijos. O terrível império humano caíra.”  

O romance divide-se em dois livros: A chegada dos marcianos com 17 capítulos e A Terra sob domínio dos marcianos com 10 capítulos, e no decorrer da trama astronomia, biologia [com ênfase nos hábitos alimentares dos marcianos, hahaha!], tecnologia e belíssimas ilustrações originais criadas em 1906, por Henrique Alvim Corrêa dão todo clima.

Com um final UAU! Arrebatador e de tirar o fôlego, H.G. Wells é sempre sensacional, meu super favorito e essa edição de capa dura é ad eternum como ele, o mestre dos mestres.

Clássico dos clássicos...
Para ler e reler!

Essa leitura foi uma cortesia da Suma das Letras.
Aguardamos seus comentários! By.:.

3 comentários

  1. Estou louca pra ler este livro!!! Amo o filme.

    Pela resenha eu já vi que é tudo que eu imaginava. Então é certeza de não me decepcionar.

    Amei!!

    Bjkssss

    Lelê

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  2. nossa, não sabia que o livro era antigo assim, o autor foi visionário! a trama parece agradar pelo seu lado ficcional, mas não me estimulou
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  3. Amei o filme, estou doida pra ler o livro, curto muito esse gênero e essa resenha me deixou ainda mais curiosa em conferi isso tudo.

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