[Resenha] A mulher na janela

A mulher na janela - A. J. Finn

A mulher na janela - A. J. Finn
Sinopse - Editora Arqueiro - 2018 - 352 páginas


Os apreciadores de Alfred Hitchcock vão se apaixonar por “A mulher na janela” de A. J. Finn, um thriller que antes de sua publicação já esteva envolto sob um véu de mistério, tratava-se da obra estreante de um autor desconhecido que alcançaria o 1º lugar na lista do New York Times, cujo direito de publicação foi leiloado por nada menos que US$ 2 milhões de dólares. Além disso, teve seus direitos negociados pela Fox, todo esse prestígio “antes” da publicação.

Fatos curiosíssimos, que livro é esse? Quem é esse autor?

E como as aparências enganam, A.J.Finn na verdade é Dan Mallory, editor da Willian Morrow, especialista em Agatha Christie, hummm! Afinal o autor desconhecido não era tão desconhecido assim, mas se isso foi uma estratégia de marketing ou timidez do autor, o que importa é que causou “frisson” e o livro caiu no gosto do leitor ávido por uma boa história e essa é envolvente.    

Em sua “Janela indiscreta” contemporânea, “Finn” estendeu a temática Hitchcockiana em uma trama repleta de mistério e suspense que prende o leitor de modo inquietante e perturbador.

“- Você pode ouvir as confidências de uma pessoa, os medos dela, as carências, mas não se esqueça de uma coisa: tudo isso existe em meio aos medos e segredos de outras pessoas, as que dividem o mesmo teto com ela. Conhece aquela frase que diz que todas as famílias felizes são iguais?”

A trama é ambientada no Harlem, em Nova York, e narrada em 1ª pessoa pela protagonista Ana Fox, uma psicóloga infantil de 38 anos que após um trauma passou a sofrer de agorafobia, sua aversão a lugares abertos a aprisiona em sua casa, suas únicas distrações são uma rede social de autoajuda, xadrez virtual, sua paixão por filmes policiais antigos e... Observar os seus vizinhos.

Ana é uma mulher perturbada por seu passado, guarda muitos segredos e um enorme complexo de culpa, desde o inicio já sentimos sua personalidade complexa, cativante, que nos seduz já nas primeiras linhas.

A escrita de Mallory é fluída, dinâmica, inteligente; os capítulos são curtos e repletos de pequenos mistérios sobre Ana e seu entorno abordando temas como família, relacionamentos, solidão, redes sociais, autoajuda, psicologia infantil, depressão, alcoolismo, violência doméstica, psicopatias, drogas, culpa e invasão de privacidade. Temas pesados tratados com bom humor e empatia. Genial.

A trama desenvolve-se em 23 dias e tem seu primeiro splot com a chegada dos Russell, gradualmente as coisas vão ficar muiiiiiiito loucas e todos serão suspeitos para uma Ana Fox totalmente fora de controle, que desafia a própria sanidade para descobrir o assassino de um crime que todos em seu entorno acreditam que só aconteceu em sua imaginação. Será?

No quesito personagens vale o destaque para o enigmático David [o inquilino bonitão], Ethan [o adolescente fofo em perigo] e Punch.

A filmografia inserida nas entrelinhas é de excelente qualidade, a maioria dos filmes citados pode ser encontrada no “YouTube”, vale conferir só para dar uma espiadinha no tipo de conteúdo com que Ana se deleitava na madrugada regada de vinho Merlot [de ótima qualidade] ha,ha,ha.

Atrás de mim, o filme segue adiante.
“Você vive num sonho”, ironiza tio Charlie. “É uma sonâmbula, uma cega. Como pode saber o que é o mundo? O mundo é uma pocilga. Se você arrancar a fachada das casas, sabe o que vai encontrar atrás delas? Porcos. Use os miolos menina. Aprenda alguma coisa.”

Com um clímax hollywoodiano de tirar o fôlego, vamos dizendo um até logo à Ana, que esperamos encontrar em breve no cinema mais próximo.

Excelente leitura!

Essa leitura foi uma cortesia da Editora Arqueiro.
Aguardamos seus comentários! By.:.

5 comentários

  1. Olá! Estou doida pra ler esse livro, curto muito thriler e suspense, cada resenha que leio dele me deixa ainda mais curiosa em conferi isso tudo que estão comentando sobre essa história que parece super eletrizante.
    Bjs

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  2. Rosem!
    Amo thrillers psicológicos também, são instigantes e nos colocam para pensar.
    Bom ver que o autor resgatou um pouco do suspense tenebroso dos livros dos anos 50, deve ser muito boa a leitura e a protagonista enfrentar seus traumas do passado, deixando a dúvida se é ou não real o que vê, porque é alcoolatra, deve trazer grande suspense.
    Desejo uma ótima semana!
    “Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.” (Ernest Hemingway)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA MAIO – 4 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  3. apesar de não ser o que usualmente busco para ler a história me despertou bastante curiosidade
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  4. Amei a postagem. É exatamente o tipo de livros que busco pro meu dia a dia. A proposta do livro me lembra muito "A Garota no Trem". Já entrou na minha lista. Obrigado pela dica <3

    Blog: https://obaucultural.blogspot.com.br

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  5. Já tinha visto esse livro nas redes sociais, só não imaginava que a trama fosse tão eletrizante, e que a história fosse tão envolvente. Sou estudante de psicologia, e por isso fiquei ainda mais interessada, pelos assuntos abordados, acredito que vai me interessar bastante. Mais um livro vai para a minha lista de desejos.

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