[Resenha] A parte que falta encontra o grande O

A parte que falta encontra o grande O - Shel Silverstein

A parte que falta encontra o grande O - Shel Silverstein
Sinopse - Companhia da Letrinhas - 2018 - 112 páginas


A continuação de “A parte que falta” responde a pergunta que às vezes deixamos de fazer sobre algumas tramas: E a parte que ficou? Bem, é sobre esta parte rejeitada que Silverstein nos falará neste segundo tomo de modo simples, mas brilhante.

Quem leu o primeiro livro sabe que no final houveram descobertas, uma partida, e aquela que era a completude sentiu-se incompleta como nunca antes, agora que conhecia o movimento já não queria estar ali, sabia que existiam outros ares, outras aventuras que só a mobilidade proveria, por isso precisava de alguém que a impulsionasse, que a tirasse dali.

“À espera de que alguém
aparecesse
e a levasse a algum lugar.”

Aqui a temática aborda a espera pelo “outro”. De forma metafórica somos inseridos em uma saga de equívocos que os relacionamentos baseados em algum tipo de carência podem gerar, tendo em vista que “a parte que falta” tentará alcançar seu objetivo com inúmeras outras partes que surgem em seu caminho, neste sentido muitos adultos irão identificar como a eterna busca no “outro” é subjetiva e simples quando observamos um mapa mental, só não vê o óbvio quem não quiser ha,ha,ha.

Muitos vieram, mas não encaixaram. Um até encaixou, mas… Até que um dia:

“... veio um com uma cara diferente.”

Quando encontra o grande O, essa parte que falta vai receber um potente preceito: em vez de esperar, que tal mudar? Que tal desafiar o impossível e descobrir que tudo é possível? E tendo proposto esses tremendos desafios, ele como um verdadeiro mestre simplesmente:

“... rolou para longe.”  

Sozinha mais uma vez a parte que falta segue o preceito, a metamorfose ocorre e ela descobre que se você muda, tudo muda. O que ela buscava no outro estava em si mesma.

“Não sabia onde estava
e nem se importava.”

Sinceramente espero que as crianças possam ver que esse é o tipo de história sobre “uma jiboia digerindo um elefante” e os adultos percebam que não se trata de um chapéu.

Magnífico. 

Essa leitura foi uma cortesia da Companhia das Letras.
Aguardamos seus comentários! By.:.

6 comentários

  1. Achei esse mais interessante que o outro.
    Não é meu tipo de leitura, mas esse me ganhou e acho que daria uma chance.
    Parece ser ótimo para se pensar e refletir que as vezes mudar poder ser a resposta que faltava.

    beijinhos
    She is a Bookaholic

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  2. Olá! Curto muito essas história infantis em formato de metáfora, pois agrada tanto as crianças como os adultos.
    Bjs

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  3. Confesso q não me interessou até ler "o que ela buscava no outra estava em si mesma', sério, mexeu comigo, mas não sei se vou me adaptar a leitura de uma poesia, ultimamente não estou conseguindo entendê-la.

    Bjsss

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  4. Patricia Queiroz31 de maio de 2018 11:17

    Me interessou tanto qto o primeiro, as respostas sempre estão em nós mesmos. Sua última frase, citando O pequeno príncipe, ganhou meu coração, que lindo!

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  5. Rosem!
    É um daqueles livros que com sua simplicidade nos faz questionarmos se determinadas coisas são realmente imprescindíveis e nos fazem falta de verdade. Será que não podemos ser completos com o que temos?
    Gostei muito.

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  6. NÃO conheço nenhum dos dois mas parece ser bem interessante a ideia das metáforas e tals.
    Quem sabe um dia eu leia .
    Bjim

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